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Israel propôs banir cannabis fumada, mas a reforma foi congelada.

Comitê do Ministério da Saúde de Israel recomendou fim da cannabis fumada em 3 anos. O ministro congelou a proposta. Entenda o que aconteceu e por que importa.

Equipe Tratamento com Cannabis·20 de agosto de 2026 5 min de leitura
Israel propôs banir cannabis fumada, mas a reforma foi congelada.

Um comitê do Ministério da Saúde de Israel recomendou, no início de maio de 2026, eliminar gradualmente a cannabis fumada ao longo de três anos, reduzir concentrações de THC e transferir a responsabilidade do tratamento para as operadoras de saúde israelenses (HMOs). Ainda em maio, porém, o próprio ministro da Saúde, Haim Katz, congelou a implementação das recomendações.


O que o comitê recomendou.

  1. Eliminação gradual, em três anos, da comercialização e do uso de cannabis fumada, com exceção para pacientes acima de 75 anos e pacientes terminais.

  2. Novos pacientes começariam o tratamento com extratos ou inaladores de precisão, não com flor fumada.

  3. Incentivo financeiro para produtos considerados mais seguros que a flor fumada.

  4. Transferência da responsabilidade pelo tratamento da Unidade de Cannabis Medicinal do Ministério da Saúde para as operadoras de saúde, que passariam a cuidar de diagnóstico, aprovação, monitoramento e dispensação.


Por que a reforma foi pausada.

O ministro da Saúde Haim Katz, que já havia regulado o setor anteriormente, disse ter visto de perto o sofrimento de pacientes com dificuldade de acesso à prescrição de cannabis medicinal. Segundo ele, mesmo que seja necessária mais supervisão, retroceder, complicar o processo e restringir o uso de cannabis medicinal não é o caminho. A decisão de congelar a proposta foi tomada ainda em maio de 2026, pouco depois de o comitê divulgar a recomendação.


Por que isso importa mesmo assim.

Israel é um dos mercados de cannabis medicinal mais maduros do mundo, com cerca de 130 mil pacientes licenciados, uma das maiores bases per capita do planeta, e mais de 94% dos produtos consumidos ainda na forma de flor fumada. O fato de o próprio Ministério da Saúde ter proposto migrar para um modelo padronizado, mesmo que pausado por enquanto, sinaliza para onde o debate regulatório internacional está caminhando: menos flor fumada, mais produto farmacêutico padronizado.


O que isso significa para quem trata no Brasil.

O modelo israelense é referência frequente no debate regulatório brasileiro, justamente por ser um dos países com mais tempo de experiência em cannabis medicinal integrada ao sistema de saúde. A tentativa, mesmo pausada, de migrar para produtos padronizados dialoga com a lógica que a Anvisa já vem adotando no Brasil, priorizando extratos e produtos com composição controlada. Mas nada muda, hoje, na regulamentação brasileira por causa dessa proposta israelense.


Perguntas frequentes.

A cannabis fumada foi banida em Israel?

Não. A recomendação do comitê foi congelada pelo próprio ministro da Saúde antes de entrar em vigor.

Por que o ministro da Saúde freou a proposta?

Ele alegou que restringir o acesso, mesmo com o objetivo de aumentar a segurança, prejudicaria pacientes que já enfrentam dificuldade para conseguir prescrição.

Essa mudança afeta pacientes brasileiros?

Não diretamente. É um sinal de tendência internacional, não uma mudança de regra no Brasil.


Porque, quando o assunto é saúde, a melhor decisão começa com a informação certa.


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Fonte:

  • Ministério da Saúde de Israel;
  • Ynet News; MJBizDaily;
  • Times of Israel (maio a agosto de 2026).

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